PLANO ROSALBISTA PARA CHAPA DE VEREADORES É COLOCAR 14 VEREADORES NUM PARTIDO SÓ

19 de Outubro de 2019 | 11:08hs
Imagem [0]

Com todas as lideranças políticas com quem tenho conversado na cidade, escuto muitos questionamentos sobre a articulação do Palácio da Resistência em torno da chapa de vereadores para 2020.

Como não será permitido alianças entre as siglas e cada um terá que sobreviver com seu próprio esforço, ouvi muitos comentários de que a solução pensada pelo rosalbismo será a menos trabalhosa possível.

O plano é formar um grande guarda-chuva para abrigar todos de uma só vez.

A solução vai ser agrupar os atuais 14 vereadores que integram a base governista num partido único e será cada um contra todos. Na base do salve-se quem puder.

A estimativa é que pelo menos dez deles possam salvar os mandatos.

Mas, o rosalbismo não tem interesse em antecipar essa discussão de imediato. É coisa para ser tratada depois do veraneio do ano que vem.

CARLOS AUGUSTO TRABALHA PARA FORMAR ALIANÇA QUE LHE GARANTA MAIOR FATIA DO TEMPO DA PROPAGANDA

19 de Outubro de 2019 | 11:06hs
Imagem [0]

A principal preocupação política nesse momento de Carlos Augusto Rosado com o projeto eleitoral de 2020 é com o palanque majoritário.

Enquanto os partidos aliados dormem e acordam sem saber como será a chapa de vereadores, Carlos age nos bastidores para montar uma aliança de grandes partidos que garantam o maior tempo eleitoral possível para Rosalba na propaganda de rádio e TV.

Para isso ele já tem assegurado o PP. Com o PSDB a costura está praticamente consolidada com Ezequiel Ferreira e os tucanos locais: Larissa e Sandra.

Carlos está certo que o PSL, que é a sigla com mais tempo de TV, vem para seu palanque com o apoio do General Girão.

O MDB dos Alves também é colocado na lista de aliados. O PDT está assegurado mediante compromisso do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

Nas contas que Carlos Augusto anda fazendo, como esse agrupamento de siglas, Rosalba deverá ficar com quase três terços do horário eleitoral.

No que se refere as alianças na chapa proporcional, por enquanto não é prioridade.

PSL BOLSONARISTA PODE SAIR EM PALANQUE DIVIDIDO NA ELEIÇÃO DE 2020 EM MOSSORÓ

19 de Outubro de 2019 | 11:05hs
Imagem [0]

Muitos leitores me perguntam sobre o PSL de Mossoró e sua definição para o ano que vem.

Se de um lado o partido senta à mesa com os partidos de oposição, do outro tem no seu comando o General Girão que é aliado da prefeita Rosalba Ciarlini.

O que me perguntam sempre é se O PSL fica na oposição ou vai para Rosalba.

Minha resposta. O partido deve oficialmente se aliar com Rosalba. Repito, o partido.

Penso que Girão levará o partido para o palanque de Rosalba, mas não levará o bloco todo. A tendência seria uma divisão. Os bolsonaristas têm como fato gerador o desejo de mudanças na política e não faria sentido que isso viesse a ocorrer numa aliança com Rosalba. Seria quebra de discurso.

Portanto, minha opinião é que o PSL dificilmente terá uma decisão unificada em 2020 em Mossoró.

PT DE MOSSORÓ TERÁ QUE DEFINIR ENTRE CANDIDATURA PRÓPRIA E DIVISÃO DAS OPOSIÇÕES

19 de Outubro de 2019 | 11:04hs
Imagem [0]

As movimentações dos integrantes do Partido dos Trabalhadores em Mossoró deixam claro um projeto de candidatura própria.

A deputada Isolda Dantas seria o nome do PT para disputar a Prefeitura.

A própria Isolda e a governadora Fátima Bezerra estão atuando nesse propósito.

O PT tem todo o direito de pensar em candidatura própria. A estratégia do partido é legítima.

O que o PT terá que analisar no futuro próximo é sobre o cenário da sucessão em Mossoró e possibilidade da oposição se dividir e facilitar o trabalho de reeleição de Rosalba.

Não se deve descartar a hipótese de Isolda ser candidata com a oposição unidade em torno dela. Mas, pouco provável. Dada a divisão radicalizada hoje em dia entre os extremos de esquerda e direita. Daí a dificuldade de PT e PSL serem o elemento agregador que se busca.

Assim, como o PT terá que em algum momento avaliar e decidir entre candidatura própria e oposição dividida, do mesmo modo os demais partidos de oposição vão ter que tomar essa mesma decisão.

Esse quadro de incertezas ainda vai levar um bom tempo até ganhar contornos mais definidos e claros. Vai arrastar até a vigésima quinta hora a definição entre esses partidos.

Não é fácil um consenso. As pesquisas deverão ser o melhor sinalizador, embora nem sempre os projetos pessoais se submetam a pesquisas.

NÃO SE SABE COMO ROSALBA USARÁ DINHEIRO DO EMPRÉSTIMO MILIONÁRIO, MAS ELEITORALMENTE SERVIRÁ E MUITO

19 de Outubro de 2019 | 11:03hs
Imagem [0]

A prefeita Rosalba Ciarlini está com um contrato de empréstimo milionário negociado com a Caixa Econômica Federal e aguarda apenas a Câmara Municipal autorizar a operação para fechar a negociação.

Um projeto foi enviado à Câmara. Cheio de furos e omissões

Não diz o valor exato, estima que seja “até 150 milhões de reais”.

Não diz em quanto tempo vai pagar, nem o valor das parcelas.

Não dá a menor pistas como vai gastar esse dinheiro, sinaliza apenas que seria em obras e serviços públicos. Mais genérico que isso, impossível.

Entrega de bandeja ao banco uma fatia do FPM sem dimensionar o peso que isso terá no orçamento municipal e no equilíbrio das contas. E nem quantos futuros prefeitos terão que pagar a conta para que Rosalba tenha dinheiro agora.

Um outro detalhe é a estranha necessidade de urgência para votação do projeto, quando não justifica que obras e serviços seriam tão urgentes assim.

O projeto diz ainda que a urgência é para que o empréstimo seja consolidado ainda esse ano. Estranho, muito estranho. Tem que sair esse ano de todo jeito.

O leitor, com certeza, já deve estar pensando sobre a eleição do próximo ano e sua relação com esse empréstimo.

Penso que o empréstimo vai sair.

Não sei como vão investir o dinheiro, mas tenho certeza que para a campanha de reeleição de Rosalba o empréstimo vai ajudar e muito na melhora da imagem dela.

EVENTO DO PL EM MOSSORÓ SERVIU PARA SINALIZAR O NOME DE JORGE COMO PRÉ-CANDIDATO QUE AGREGA

19 de Outubro de 2019 | 11:02hs
Imagem [0]

O encontro realizado pelo Partido Liberal (PL) em Mossoró na quinta-feira passada, permitiram várias leituras dos observadores da cena política local.

Eu fiz duas leituras daquele encontro.

A primeira delas foi a capacidade de Jorge do Rosário e Tião Couto, articuladores do evento, terem colocado à mesma mesa as lideranças de todos os partidos que navegam nos mares da oposição em Mossoró.

A segunda leitura o faço em cima dos discursos proferidos. Com raras exceções de alguns discursos mais polidos, houve muita exaltação ao nome de Jorge do Rosário como elemento agregador dentro dos blocos de oposição.

A respeito da leitura sobre juntar todo mundo na mesma mesa, conclui isso imaginando qual dos outros partidos teria hoje condições de fazer igual. Trazer todo mundo. O PT? O PSL? O DEM?

E entendo que a capacidade de juntar todos se deve a boa referência que possuem Jorge e Tião, principalmente pelo histórico dos dois, daí concluo que a maior chance de unificação da maior parte desse grupo tem eles como foco.

A respeito dos discursos, sem dúvida deixaram claro esse reconhecimento do nome de Jorge como o mais agregador.

Bom, e isso tudo, leva a qual caminho daqui pra frente?

Impossível responder agora, porque diante dos vários cenários seria mero exercício de futurologia.

O PT trabalha candidatura própria, mas será que em algum momento poderá perceber a inviabilidade do projeto solo e marchar para uma composição?

O PSL vai ficar no palanque de Rosalba ou vai para a oposição? Vai seguir fielmente o que determinar o General Girão, aliado de Rosalba, ou se dividirá?

O Solidariedade vai tentar investir na união das oposições ou tentará marchar por um caminho próprio?

O PL se posicionará de que forma diante da possibilidade de um palanque rachado nas oposições?

Como se vê, muitas incertezas ainda.

VEREADORES FILIADOS AOS GRANDES PARTIDOS EM MOSSORÓ VÃO INICIAR UM "SALVE-SE QUEM PUDER"

03 de Outubro de 2019 | 10:49hs
Imagem [0]

Os vereadores mossoroenses filiados aos grandes partidos estão extremamente preocupados com a falta de empenho dos líderes na solução do problema das filiações e alianças para 2020.

Conversei com vários e senti em todos um desapontamento pela falta de atenção.

No ano que vem será proibido coligação proporcional e cada sigla deverá sozinha ter candidatos suficientes para conseguir alcançar a quociente eleitoral e eleger representantes.

Enquanto alguns pequenos partidos estão fazendo o dever de casa e filiando pré-candidatos com potencial para ultrapassar a barreira do quociente, as grandes siglas assistem tudo de braços cruzados.

DEM, MDB, PP, PL, PSDB estão todos praticamente imobilizados. Sem pré-candidatos no número suficientes e sem capacidade de atrair novas filiações, os partidos ficam sem ação e podem levar os atuais vereadores de mandato a uma guerra do “salve-se quem puder”.

O PP só tem o vereador Francisco Carlos no mandato, a sigla não tem hoje pré-candidatos suficientes para fazer frente ao desafio do quociente eleitoral. O MDB com os mandatos de Alex Moacir e Izabel Montenegro vive o mesmo dilema. No DEM, Petras Vinícius estuda alternativas. O PL com Ozaniel Mesquita e o PSDB com Sandra Rosado estão na mesma dificuldade.

Os vereadores aguardam abril do ano que vem, na janela que será aberta para mudança de partido sem penalidade. O problema é que as siglas pequenas e mais organizadas não querem nem ouvir falar em receber vereadores de mandato como filiados.

Tudo indica que breve teremos uma corrida maluca de vereadores em busca de espaços em novas siglas para salvarem seus mandatos.

O desafio é descer goela abaixo onde a resistência é grande.

CONGRESSO NÃO VOTA REFORMA ELEITORAL NO PRAZO E CLÁUDIA REGINA NÃO PODERÁ SER CANDIDATA EM 2020

03 de Outubro de 2019 | 10:47hs
Imagem [0]

Definitivamente a ex-prefeita Cláudia Regina não poderá participar da eleição em 2020.

Na reforma eleitoral aprovada, uma das mudanças previstas era a regra da inelegibilidade, prevendo que o prazo da lei da ficha limpa para administradores condenados com a perda dos direitos políticos seria contado na data da posse e não na data do pedido do registro de candidatura.

Cláudia perdeu os direitos políticos por oito anos. Na mudança da lei ela seria beneficiada.

Contudo, Bolsonaro vetou esta parte da reforma.

O Congresso Nacional não se reuniu a tempo de analisar os vetos. Essa regra teria que estar valendo pelo menos um ano antes da eleição. O pleito em 2020 está marcado para 5 de outubro.

Os congressistas decidiram analisar os vetos de Bolsonaro apenas na terça-feira (dia 9) da semana que vem, ou seja, quando já será menos de um ano para o pleito.

Dessa forma, a ex-prefeita não poderá disputar a eleição. Está fora do páreo.

PT PRATICAMENTE JÁ BATEU O MARTELO SOBRE A CANDIDATURA DE ISOLDA EM MOSSORÓ

03 de Outubro de 2019 | 10:46hs
Imagem [0]

A passagem da governadora Fátima Bezerra por Mossoró na última semana serviu para deixar bem claro seu projeto para a sucessão municipal em 2020.

Fátima trouxe a deputada Isolda Dantas a tiracolo, grudada, demonstrando com todas as letras que a vez de disputar a Prefeitura é de Isolda. A deputada já disse em grupos internos que não desejaria disputar a Prefeitura, dando preferência ao mandato legislativo, mas se o partido assim definir ela topa a missão. E o PT já decidiu: é Isolda.

O PT só abriria mão de uma candidatura própria em Mossoró por duas razões. A primeira seria uma grande impopularidade do governo Fátima Bezerra no período da eleição associado a pesquisas que mostrem Isolda como candidata inviável.

Nem uma coisa nem outra estão configuradas neste momento e dificilmente caminharão para esse cenário catastrófico do ponto de vista eleitoral.

Sendo assim, Isolda é o projeto petista para Mossoró.

E para montar o palanque de Isolda, Fátima sinalizou os caminhos que pretende tomar. A governadora nomeou Fafá Rosado para um cargo na área de saúde, atraindo a ex-prefeita para um futuro palanque.

Ela também investe na atração da ex-prefeita Cláudia Regina e do vereador Petras, tendo aberto conversas com a dupla nesse sentido. A governador também já assegurou a presença do PSB no palanque de Mossoró.

Numa outra frente, Fátima Bezerra está convicta que manterá Gutemberg Dias e seu PCdoB, no palanque de Isolda.

Desta forma, um palanque com Fafá, Cláudia Regina e Gutemberg, é um bom sinalizador para demonstrar que Isolda vem forte. “O PT não será pato morto em 2020 em Mossoró”, avisa um líder petista.

O martelo tá batido e o nome é Isolda para 2020.

DESCONFIANÇA SOBRE O PSL FAZ GRUPO DE OPOSIÇÃO EM MOSSORÓ FICAR NO MEIO DO CAMINHO

03 de Outubro de 2019 | 10:44hs
Imagem [0]

O núcleo de oposição que fez menção de se unir para enfrentar o rosalbismo em Mossoró na eleição do ano que vem, enfrenta nesse momento duas grandes dificuldades para seguir em frente com o projeto.

A primeira dificuldade é que os partidos, a exceção de poucos, estão tendo dificuldades para juntar as peças. Os projetos pessoais estão se sobrepondo ao projeto do grupo. O grupo fez uma tentativa de reunião na semana passada, mas não conseguiu reunir boa parte dos integrantes.

A segunda desconfiança resulta num olhar atravessado dos partidos em relação ao PSL. Há uma constatação feita de que quem manda no PSL do RN é o General Girão e todos acreditam que ele vai levar o partido para o palanque de Rosalba. O temor geral é que será pura perda de tempo investir numa junção com o PSL no bloco de oposição.

Nesta linha há também os que pensam que o PSL permanece ainda nos encontros dos partidos de oposição fazendo um jogo duplo, pensado por Carlos Augusto e Girão, que consiste em manter as aparências para desfalcar o grupo num momento mais crítico.

Considerando que o PT está fora da articulação desse grupo, restaria então como partidos de maior peso nesta aliança oposicionista apenas o PL e o Solidariedade. Alguns já falam na chapa Jorge e Lawrence para 2020 como opção para o embate.

A grande crítica que o movimento “oposição unida” está enfrentando neste momento é sua demora em montar o projeto, definir ações e sinalizar para o eleitor sobre nomes para disputar a Prefeitura.

Dentro do PL, Tião Couto e Jorge do Rosário, defendem a unidade oposicionista, sabedores de que a divisão de forças fortalece Rosalba. Mas os dois também tem dito que não vão entrar numa aventura, sem o respaldo necessário.

Anterior 1 2 3 4 5 Próxima

Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br