NÃO ADIANTA CONSTRUIR HOSPITAL SE NÃO EXISTE RECURSOS PARA MANTÊ-LOS FUNCIONANDO

13 de Novembro de 2017 | 11:45hs

Li há poucos dias que já está pronta a licitação para a construção em Mossoró  do Hospital Materno Infantil. Uma obra que vai custar 140 milhões de reais.

O hospital funcionará em substituição ao antigo Hospital da Mulher e servirá como base para o curso de medicina da UERN.

A notícia é boa, mas também preocupa.

Com relação a saúde pública, construir hospital  não é o mais importante, e sim mantê-los.

Basta lembrar que a UPA do BH em Mossoró passou um ano fechada porque não tinha dinheiro para mantê-la funcionando.

O problema não é levantar o prédio, o problema é ter um plano para custear o dia-a-dia de um hospital em funcionamento e que não deve ser barato. Estima-se, no caso das UPAs de Mossoró, que cada uma custe cerca de 1 milhão de reais por mês para funcionar.

Porque sem um projeto de funcionamento, os 140 milhões de reais gastos na construção, vão se transformar num elefante branco e sem utilidade.

Os três hospitais universitários do Estado estão hoje com as atividades parcialmente suspensas, porque  os servidores não aguentam mais a falta de condições de trabalho.

Portanto, diante dessa realidade, é muito bom perguntar se o estado tem planos para o Hospital de Mossoró funcionar de verdade?

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NÃO ADIANTA CONSTRUIR HOSPITAL SE NÃO EXISTE RECURSOS PARA MANTÊ-LOS FUNCIONANDO

13 de Novembro de 2017 | 11:45hs
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Li há poucos dias que já está pronta a licitação para a construção em Mossoró  do Hospital Materno Infantil. Uma obra que vai custar 140 milhões de reais.

O hospital funcionará em substituição ao antigo Hospital da Mulher e servirá como base para o curso de medicina da UERN.

A notícia é boa, mas também preocupa.

Com relação a saúde pública, construir hospital  não é o mais importante, e sim mantê-los.

Basta lembrar que a UPA do BH em Mossoró passou um ano fechada porque não tinha dinheiro para mantê-la funcionando.

O problema não é levantar o prédio, o problema é ter um plano para custear o dia-a-dia de um hospital em funcionamento e que não deve ser barato. Estima-se, no caso das UPAs de Mossoró, que cada uma custe cerca de 1 milhão de reais por mês para funcionar.

Porque sem um projeto de funcionamento, os 140 milhões de reais gastos na construção, vão se transformar num elefante branco e sem utilidade.

Os três hospitais universitários do Estado estão hoje com as atividades parcialmente suspensas, porque  os servidores não aguentam mais a falta de condições de trabalho.

Portanto, diante dessa realidade, é muito bom perguntar se o estado tem planos para o Hospital de Mossoró funcionar de verdade?

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Sou jornalista há 28 anos, advogado e professor de História. Não sei se sou competente, mas sei que sou responsável com minhas tarefas.

netoqueiroz@uol.com.br